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domingo, 9 de março de 2008

Proteína influencia obesidade... descoberta muito útil

O tratamento da obesidade pode registar um desenvolvimento com o estudo de uma equipa de investigadores do Instituto Karolinska (Suécia), durante o qual foi descoberta uma nova proteína que tem um papel fundamental na formação de novas células gordas.
“A descoberta da proteína, que é chamada de TRAP (tartrate-resistant acid phosphatase) e é segregada por células imunes no tecido gordo, dá uma nova percepção sobre a inflamação crónica dos tecidos gordos que caracteriza a obesidade”, afirmou o Instituto Karolinska num comunicado, explicando que os investigadores recorreram as experiências em culturas de células humanas e em ratos.O professor Goeran Andersson, que dirigiu o estudo, disse depois que a equipa acompanhou 14 mulheres obesas, procedimento em que se descobriu que TRAP se encontra em níveis excessivos em pacientes com obesidade. Conclusão geral das várias vertentes do estudo: esta proteína “estimula a formação de novas células gordas e pode precipitar o desenvolvimento da obesidade”.Além do desenvolvimento de novos tratamentos da obesidade, através da inibição desta proteína, a equipa sueca de cientistas detectou também outro caminho para prosseguir o seu trabalho: o tratamento de alguns casos de caquexia mórbida (estado de magreza extrema e atrofia muscular), verificada em doentes com determinados tipos de cancro. A TRAP podem ajudar a tratar a caquexia porque, segundo o Instituto Karolinska, nas experiências em ratos esta proteína também estimulou o metabolismo e o crescimento de células gordas benignas.
Fonte: Noticiário "Telejornal" e jornal "Público"
Reflexão: Considero que esta descoberta poderá trazer vários benefícios na luta contra obesidade e contra problemas de magreza entre outros. Através de conhecimentos de Engenharia Genética, esta descoberta pode-se tornar uma grande arma contra muitos estados inimigos da saúde.


terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

O mapa do cérebro

Esta notícia fala de elaboração de um de um diagrama de como o cérebro humano funciona, passando pelo auxílio da engenharia genética. Esta experiência chamada de "conectomia" parte de Jeff Lichtman, de Haravard.
Montar um diagrama completo de como o cérebro humano funciona é uma tarefa extensa, principalmente porque este é composto por cerca de 100 bilhões de neurónios* com trilhões de sinapses*. A conectomia divide o cérebro em fatias que são então estudadas e identificadas por diferentes cores que apontam o funcionamento de cada um dos axónios*, terminações nervosas que levam informação de um neurónio a outro.
Tais mapas, quando concluídos, podem auxiliar na detecção do início de desenvolvimento de problemas como autismo* e esquizofrenia*. A tecnologia de Lichtman permite a visualização das células nervosas em aproximadamente 100 cores, que permitem aos cientistas ver para onde cada axónio leva os dados e, assim, compreender como a informação é processada e transferida entre diferentes partes do encéfalo*.
Para criar esta ampla paleta foram testados métodos de engenharia genética em ratos, que receberam múltiplas cópias de genes de três proteínas que são iluminadas em diferentes cores - amarelo, vermelho ou ciano. Os ratos também receberam códigos DNA de uma enzima* que reorganiza aleatoriamente estes genes para que células individuais produzam combinações arbitrárias das proteínas fluorescentes, criando novas cores que foram observadas em microscópio.
Até agora, o grupo de Lichtman usou a tecnologia para mapear as conexões num pequeno pedaço do cerebelo, parte do cérebro que controla o equilíbrio e o movimento. Outros cientistas já demonstraram interesse em usar a tecnologia para estudar conexões neurais na retina, no córtex e no nervo olfativo.
Fontes: revista Technology Review; notícia de Fevereiro

Reflexão: Esta experiência mostra muita importância para o mundo, uma vez que, pode ajudar a decifrar doenças. O conhecimento do cérebro ainda não é muito evidente e com certeza esta experiência pode ajudar em muitos aspectos. É de notar a importância e a criatividade da experiência.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Polémicas dos trangénicos

Transgénicos, ou organismos geneticamente modificados (OGM), são aqueles em que se foi introduzido um novo gene ou fragmento de DNA. O processo é conduzido para que o alimento desenvolva uma característica em particular, como mudanças no seu valor nutricional ou resistência a determinados pesticidas.
A polémica que cerca os OGM tem fundo económico, social e ambiental. Os seus defensores argumentam que a biotecnologia aumenta a produção de alimentos a ponto de atacar de frente a fome mundial. Há a possibilidade de se praticar agricultura em zonas particularmente frias do planeta. As técnicas de recombinação genética estão a ser usadas para produzir plantas que irão permitir a redução do uso de pesticidas e herbicidas, e portanto, irão preservar o meio ambiente. A próxima geração destes produtos promete ainda maiores benefícios para o consumidor como, por exemplo, maior taxa de nutrientes e vitaminas e maior prazo de validade.

Por outro lado, estão os críticos dos transgénicos. Organizações científicas e ambientalistas argumentam que estas substâncias não são seguras para os humanos nem para a Natureza. Argumenta-se, que o cultivo de OGMs vai acabar com a fome no Mundo, no entanto, verifica-se que todos os anos são queimadas toneladas de produtos agrícolas, ou seja, verifica-se que estes existem em excesso. Sendo assim, o problema está na má distribuição da riqueza pelos países. Actualmente, a lei da União Europeia já exige que os alimentos que contêm organismos geneticamente modificados sejam rotulados, pondo a decisão de consumo dos OGM nas mãos das populações.

Fontes: oshortinhasdaesa.blogspot.com; "Jornal Folha-2003- (Brasil)" ; http://www.ecoportal.net

Reflexão: Acho que se deve fazer mais estudos de modo que se possa ter mais confiança no que consumimos. Não tenho uma oposição total ao trangénicos, nem uma adesão total. Acho que precisamos de mais certificados de que estas substâncias são seguras.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

DNA recombinante

A tecnologia do DNA recombinante surgiu após estudos genéticos em bactérias e nos vírus que as invadem. Esta tecnologia consiste no isolamento e restrição de sequências de DNA que são introduzidas num vector de DNA. A Engenharia Genética é uma tecnologia que usa o DNA recombinante para produzir novos produtos, desde farmacológicos até ao domínio da agricultura. É também possível introduzir um gene humano numa bactéria e fazer com que essa bactéria produza uma proteína humana.! No vídeo acima é possível perceber melhor como tudo se passa.

Fontes: manual "Biodesafios"; www.youtube.com; www.cientic.com

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Artificialização do genoma!

Uma equipa do Instituto J. Craig Venter, nos EUA, revelou hoje que conseguiu dar mais um passo crucial para criar vida artificial no laboratório. No centro das atenções está uma minúscula bactéria, cujo ADN é formado apenas por um cromossoma. Está no centro das atenções, porque a totalidade do seu património genético acaba de ser quimicamente sintetizada no laboratório. A molécula de ADN da bactéria em questão, “Mycoplasma genitallium” (responsável por uma infecção sexualmente transmitida) é uma cadeia com 582.970 “pares de bases” que entram na composição do ADN.
Os cientistas para seguirem o projecto começaram por fabricar quimicamente uma centena de segmentos do ADN da bactéria com cerca de cinco a sete mil pares de bases; a seguir, juntaram esses segmentos, utilizando a bacteria intestinal “Escherichia coli” (uma estrela dos laboratórios de biotecnologia) e obtiveram segmentos maiores. Por último, utilizando a levedura, juntaram todos esses segmentos numa única molécula com os tais 582.970 pares de bases, criando assim uma cópia perfeita, mas artificial, do genoma de “Mycoplasma genitallium”.Bom... a cópia não é exactamente perfeita. É que os cientistas introduziram deliberadamente duas diferenças no genoma artificial: por um lado, retiraram-lhe um gene, chamado MG408, que é responsável pelo carácter patogénico da “M. Genitallium”. Por outro, inseriram “marcas de água”, isto é, pequenas sequências genéticas sem qualquer efeito, no meio do ADN sintético, para conseguir distingui-lo do seu homólogo natural.
Fontes: Ana Gerschenfeld (24-01-2008)
Reflexão: Bem, a partir desta notícia é de prever que estamos muito próximos de criar vida artificial. Depois de sermos capazes de fabricar um genoma de uma bactéria pode ser possível criar um genoma humano, se bem que a tarefa se vai complicar bastante, não só a nível de capacidade de criar, como também a autorização para tal. O DNA humano tem três mil milhões de pares de bases, enquanto que a bactéria em causa tem apenas 582.970 pares de bases. O que mostra que a artificilização do genoma humano ainda em alguns dias pela frente.